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terça-feira, 15 de junho de 2010


Venha Como É (Come As You Are)
NIRVANA

Venha como é
Como você era
Como quero que você seja
Como colega
Como colega
Como um velho inimigo
Venha em seu próprio tempo
Venha depressa
A escolha é sua
Não atrase
Descanse um pouco
Como colega
Como uma velha memória
Memória
Memória
Memória

* Venha com suas roupas sujas
Servidas em água sanitária

Como quero que você seja
Como sempre
Isso é amizade

Como uma velha memória
Memória
Memória
Memória

E eu prometo que não tenho uma arma
Não, não tenho uma arma
Não, não tenho uma arma

Memória
Memória
Memória

*EU NÃO SABIA DE QUEM, MAS AGORA EU SEI...

domingo, 13 de junho de 2010


O tatu tem armadura
Sua pele é macia
Mas ele tem uma couraça
O torna duro
E o protege.
O meu tatu
Mora em Portugal
Nasceu em Maceió
Vive no meu coração
Passeia nas minhas lembranças.

Amiga saudade de você, cadê tu tatu?


sábado, 5 de junho de 2010


QUERERES

Escolhas...
A vida é uma metodologia delas.
Confusão, dúvida.
Certeza, disciplina.
E sempre haverá dois caminhos.
E se acaso nos acharmos possuidores dos dois
O caminho das vontades apenas nos absorveu
Com sua vivacidade torpe.
Escolhas...

sexta-feira, 4 de junho de 2010


Penso em ser outra coisa, mas sempre desisto.
Pois neste mundo, não há nada melhor que ser humano.
Mesmo que alguém insista em ser bicho
Ou madeira
Oca de sentimento
Dura no pensamento
Metal, frio,
Ás vezes impenetrável, insolúvel
Contudo exposto ao fogo
Queima, arde e brilha.
Sei que duram as pedras preciosas,
Silenciosamente belas
Delicadamente brilhantes
As flores, as frutas...
Mas sempre escolho
O maior grau da complexidade da escala evolutiva
O humano ser.


Admito a culpa, o tempo,
distância que eu quis,
onde pensava que seria completa sem você.
Aspiro de volta a tua existência em mim
E quando abro a caixa da memória
encontro encolhido, quase mofado,
com medo, tristonho,
então, afago, não nego sua importância pra mim,
peço graça, tiro da caixa, limpo,
algumas manchas não consigo
e penso que vão ser pra sempre.
E timidamente resplandece embora pueril
brincas no vazio branco das folhas
És tu regresso das letras.